Fortaleza Digital
Fortaleza Digital Um dia, eu cismei que queria ter os poderes de Trinity. Meu amigo Danilo disse que, se eu gostei de Matrix, iria gostar de Fortaleza Digital. Então, eu li. Entre aulas, estudos, trabalhos e afins, fui lendo nos intervalos. Como é gostoso aquele tipo de leitura que faz você querer voltar logo ao livro para saber o que vai acontecer! Não sei como Hollywood ainda não descobriu o Fortaleza Digital. Renderia ótimas cenas de ação. E romance, claro (o que o cinema, evidentemente, exploraria). Nos dois casos (Matrix e Fortaleza), há algumas facilitações. Algumas, no livro de Dan Brown, incomodaram-me bastante. Fui corretora de vestibular por vários anos e, seguindo os critérios de correção de redação, seria obrigada a tirar pontos de coerência do autor por algumas passagens. Tá, o cara escreveu um livro grande e eu nasci com o gene “cri-cri”. Mas sabe quando o vilão acerta a bala em todo mundo menos no mocinho? Ou, ainda, quando você precisa encontrar uma garota punk de cabelos azuis e vermelhos numa grande cidade e, num passe de mágica, depara-se com uma loirinha que acabara de tingir os cabelos (e, claro, era a punk...). Etc. Tão fácil assim, só na ficção. Às vezes, o autor conseguiu me surpreender. Outras, adivinhei rapidinho aonde ele ia chegar. Mas, o tempo todo, a leitura me prendeu. Que Fortaleza Digital daria um bom filme, isso daria! David poderia ser interpretado por Keanu Reeves e Susan, por Carrie-Anne Moss, para repetir a dupla de Matrix. Também poderia ser Sandra Bullock. Ou Keira Knightley (apesar de jovem para o papel, mas ficaria bem). Opcionalmente, Tom Cruise serviria para o papel de David (com aquela cara de espanto de Guerra dos Mundos). John C. Reilly (O Aviador) ficaria bem como Stratmore. Eu escalaria Hugh Grant para Hale – ele ganha o papel por sua capacidade de despertar amor, ódio ou as duas coisas juntas (como em O diário de Bridget Jones). E Elijah Wood (O Frodo de O Senhor dos Anéis) para o papel do pobre jovem Phil Chartrukian, técnico de segurança. Pronto, já posso ser cineasta, rs... Tenho roteiro e atores. A ficção faz a gente sonhar: queria ter os poderes de Trinity!!! Érika.

Fortaleza Digital De Dan Brown, autor de O Código Da Vinci (que eu ainda não li.) Dan Bressan, valeu a dica, amigão!!!
Escrito por Érika de Moraes às 18h26
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Vírgula, e...
Vírgula, e... Um amigo me perguntou quando se usava vírgula antes de “e”. Pergunta boa, mostra que ele desconfia das generalizações do tipo “nunca use vírgula antes de e”. Vírgula não é sinônimo de pausa, mas, como numa melodia, o “compasso” da frase pode abrir a possibilidade para uma vírgula optativa. Outras vezes, a pausa parece ser uma certeza, mas alguma regra de norma padrão barra o uso da vírgula (ex. entre sujeito e predicado). Quanto ao “e”, várias possibilidades podem surgir conforme a produção textual. Rascunhei uma delas para o meu amigo, do jeito que me veio à cabeça: Aquela praia me fazia relembrar a infância, cujo gosto era de morangos frescos, e me obrigava a recordar o olhar severo de minha avó. Nesse caso, a vírgula que precede o “e” é exigida por uma oração intercalada. A “informação” principal do período é: “Aquela praia me fazia relembrar a infância e me obrigava a recordar o olhar severo de minha avó” (duas aditivas, na classificação tradicional). No meio, uma outra frase “qualifica” a infância (cujo gosto era de morangos frescos = o gosto da infância era de morangos frescos), por isso fica intercalada (entre vírgulas). Este é apenas um dos casos de “e” precedido por vírgula que a escrita pode gerar. É bem mais legal ver isso na linguagem em funcionamento (o meu exemplo aqui é artificial). Fica a dica: é bom desconfiar das regras que soam muito categóricas. PS: não conheci praia na infância (só mais tarde), não tive uma avó severa e já era adolescente quando aprendi a apreciar o sabor azedinho do morango. A escrita tem sua realidade própria. Por isso, adoro literatura. !!! Novo visitante: conheça os posts antigos do Liquimix clicando no "calendário"
Escrito por Érika de Moraes às 18h05
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