Norway 6
Cabeca de bacalhau - The head of the codfish - Os Noruegueses acham engracado saber que, no Brasil, todo mundo pergunta onde esta a cabeca de bacalhau. Eh que o peixe ja chega industrializado no Brasil. Entao, o Osvaldo (lider do grupo de Intercambio Rotary) fotografou essa no mercado de peixe. Mas, na verdade, nao estamos em epoca de bacalhau e nao tem muito por aqui atualmente. Tem mais salmao. Mas eis ai a cabeca de bacalhau, direto from Norway. Erling me contou que eh possivel come-la, que as partes da face do peixe sao gostosas. Algumas pessoas dao para os animais comerem. E o Osvaldo contou uma historia assim: um amigo falava que tinha um carro, um Fusquinha, mas ninguem nunca havia visto o tal carro. Ate que um dia o cara apareceu com o Fusca, que ganhou o apelido de cabeca de bacalhau. E a gente comentou que tem muita coisa cabeca de bacalhau nesse mundo: namorada cabeca de bacalhau, diploma cabeca de bacalhau. Eu conheco ate quem tem carro zero pago com dinheiro cabeca de bacalhau... Para mim, a Noruega nao fica como a terra do bacalhau. Dos sabores daqui, meus preferidos sao os morangos com creme, o wafer e o sorvete de palito de blueberries. Sverre, um amigo de Sandnes me chamou de Dessert Girl (uma garota que gosta de sobremesa). Confesso que prefiro os morangos aos frutos do mar. Os morangos daqui sao especiais por causa do clima frio e da maior quantidade de luz que recebem (ja que no verao escurece bem tarde, por volta de 23h, e amanhece cedo, antes das 4 da manha). Fica tambem como a terra de pessoas muito gentis, de uma natureza linda e muito mais... Mesmo assim, para cada pessoa, nada melhor do que o lar. Muitas saudades do Brasil!!! Embora eu saiba que va levar para la as melhores lembrancas e as saudades da Noruega. Espero voltar um dia para ca, mas antes preciso buscar umas coisinhas minhas no Brasil: uns cachecois e especialmente meu amado. 
Escrito por Érika de Moraes às 21h01
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Norway 5
Preikestolen 
Cheguei ao alto do Preikestolen, em Stavanger, Noruega, com os amigos do Grupo de IGE - intercambio Rotary. Uma experiencia muito diferente e especial. Certamente, mais um desafio vencido em minha vida, assim como foi vir de aviao do Brasil a Noruega. Sao 704m de altura, numa subida de cerca de 2h30 (mais o tempo de descida), com trechos bastante ingremes e rochosos. Cada pessoa tem o seu topo de montanha para alcancar, por isso, quem sou eu para dizer que todo mundo TEM QUE ir ao Preikestolen. Alguns descreveram a sensacao como a emocao inigualavel de estar no topo do mundo. Eu curti, do meu jeito e de forma mais introspectiva. E tive com ainda mais conviccao a certeza de que, como diria Caetano, cada um sabe a dor e a delicia de ser o que eh. Eu senti uma alegria indescritivel no dia em que defendi minha tese de doutorado. Colhia um fruto de 5 anos de trabalho e me sentia segura diante das perguntas instigantes e desafiadoras da banca. Mas nao posso dizer que todo mundo tem que defender uma tese para ter essa sensacao. Muitas pessoas achariam isso extremamente boring, e eu respeito. Soh queria dizer que cada um sabe o que eh a SUA montanha, a emocao que busca, e merece ser respeitado como eh. Uns precisarao galgar montanhas, outros, talvez, simplesmente se realizem nos bracos de quem ama. Mas eu nao resisti ao desafio e estive lah! Com meus medos e dificuldades, mas estive. No Preikestolen... Quer experimentar? CURIOSIDADES: - Apesar de parecer perigoso, os noruegueses dizem que o Preikestolen praticamente nao registra acidentes. Ha um ano, uma americana precisou ser resgatada de helicoptero porque feriu a perna. - Alguns pais sobem com as criancas pequenas amarradas em cadeirinhas de colo. 
O Preikestolen observado do fiorde, de barco. Foi la no alto que estivemos... Soh para constar: esse passeio de barco foi com uma familia muito especial de Sandnes, o casal Erling e Grete.
Escrito por Érika de Moraes às 15h39
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Norway 4
Uma praia na Noruega Demorou um pouco, mas encontramos uma praia na Noruega, em Sandnes. Pouca areia, se comparado ao Brasil. E um frio... (este havia sido um dia quente, com Sol) Mas uma vista linda, com claridade as 11 da noite! A Lua de um lado, o Sol do outro... 
Escrito por Érika de Moraes às 06h01
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Norway 3
Jornalismo na Noruega 
No Estudio da NRK, uma rede de broadcasting norueguesa que produz conteudo para TV, Internet e Radio. Tenho tido a oportunidade de conhecer alguns veiculos de comunicacao aqui na Noruega: em Bergen, Askøi, Stavanger... Eh muito interessante ver como a profissao funciona em outro pais. Aqui, o diploma nao eh exigido para exercer a profissao. Mas, como o mercado eh competitivo, todo mundo tem ampla formacao. TODOS os jornalistas dos veiculos em que estive ate agora tem formacao superior, em jornalismo ou outra area de Humanas, como sociologia. As pessoas gostam muito de noticias locais, e os jornais procuram ser o mais local possivel. Mesmo os jovens gostam de ler o jornal local no papel. Em Askøi, o editor me contou que eh muito comum as pessoas comprarem o jornal para lerem durante a travessia de Ferry Boat. Coluna social eh muito popular aqui tb. A profissao de jornalista pode nao ser a mais bem remunerada, mas em um jornal local o salario fica em torno de 300 mil Kronas Norueguesas por ano - aproximadamente, 8.300 reais por mes. Eh certo que na Noruega as coisas sao mais caras, mesmo assim, eh bem melhor que no Brasil. E esses jornais locais nao costumam ser diarios, tem mais ou menos 3 edicoes por semana, o que faz com que a vida de jornalista aqui nao seja a loucura que eh no Brasil. Tenho um montao de novidades para contar para meus alunos!!!! Ja que falamos em salarios, seguem algumas curiosidades sobre os custos na Noruega: - uma diaria em hotel 5 estrelas: 4500 Kronas (aprox. 1500,00 reais) - Big Mac: 90 Kronas (Aprox. 30,00 reais) - Leite Condensado em mercadinho com produtos internacionais: 24 Kronas (8 reais) - Um ice capuccino brasileiro (!!!) : 50 Kronas (16 reais) - Ice cream em massa (uma bola) : 40 Kronas (13 reais) - Souvenirs: muito dificil achar um chaveirinho por menos de 60 Kronas (ou 20 reais) - Agora, pasmem: para tirar habilitacao para motorista custa basicamente 7 mil reais! E os carros aqui sao muito caros, estacionamentos mais ainda. Um dos objetivos eh incentivar o uso de bicicleta. - Os salarios, evidentemente, sao melhores. Visitamos uma importante fabrica de construcao de navios (Vicking) em Askøy, onde o salario dos operarios eh de 150 Kronas (ou 50,00 reais) por hora. Tem muito estrangeiro trabalhando no mercado de peixe porque eh muito vantajoso. - Litro de gasolina: quase 12 Kronas - Latinha de coca-cola no mercado : 13,50 Kronas (aprox. 4,50 reais) - Restaurante: uma sopa de peixe para uma pessoa fica em torno de 150 Kronas (50 reais). OBS.: estou na Noruega em Intercambio de Estudos patrocinado por Rotary.
Escrito por Érika de Moraes às 18h11
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Norway 2
Brasil X Noruega - algumas curiosidades 
Primeiro, eh necessario dizer que nao procede essa historia de que europeu eh frio... da mesma forma que o Brasil nao tem apenas carnaval... Os noruegueses sao educadissimos, absolutamente respeitadores e abrem o coracao para a calorisidade brasileira! Seguem algumas curiosidades e peculiaridades sobre a Noruega e sobre minha viagem. - Como sabem, o voo eh muuuuuito longo. De Brasil a Amsterdam, viajamos pela KLM, mais de 11 horas, depois fizemos a conexao para Bergen. Havia muitas opcoes de filmes no voo. Assisti a O diabo veste Prada, Vick Cristina Barcelona, ouvi muitas musicas... Curti as comidinhas do aviao e, qnd pensei que nao ia ter mais nada (ja tinha lanchado, jantado...) serviram ice cream. - Por falar em ice cream, vale a pena experimentar o sorvete de massa de Bergen! Curti o de plomme (uma fruta de sabor fresco que combinaria com o Brasil) e o de valnott (nozes). - O pessoal aqui costuma jogar o papel higienico no vaso sanitario, por isso, podemos encontrar banheiro que nao tem cesto de lixo. A gente que eh do Brasil estranha bastante. Vale lembrar que as descargas aqui sao bem mais potentes tb... - Em Bergen, eh costume tirar os sapatos para entrar nas casas e o pessoal leva isso muito a serio. Acho um costume legal, bem higienico! Eu e o Ronaldo fazemos isso em casa, usamos chinelinhos... Mas o legal eh que as casas aqui tem um espaco especial para guardar os casacos e os sapatos das visitas. Poderiamos implantar isso no Brasil e disponibilizar umas pantufinhas para as visitas, que tal? - Estamos em summer time, com 5 horas de diferenca do Brasil, para mais. Estamos bem pertinho do polo norte! Aqui, escurece bem tarde, quase as 11 da noite e o sol nasce cedo. Mas no inverno a noite comeca as 4h30 da tarde... - Eu me adaptei facil com a alimentacao daqui, pois gosto de peixe, especialmente salmao. Mas precisei me acostumar com o salmao cru. Evito o camarao, pois jah tive alergia. Aqui come-se pepino e tomate no cafe da manha, entre outras coisas, como o Brown Cheese, que eh um queijo com cara de doce de leite. E consomem muito pouco acucar, cha e cafe sao basicamente servidos sem acucar. Alias, nos perguntaram: como vcs tem dentes bons consumindo tanto acucar? - Todo mundo tem maquina de lavar louca por aqui... E as casas sao muito limpas especialmente porque nao tem poeira, jah que o solo eh rochoso. - Eu fiquei maravilhada com os fiordes e as aguas limpidas do mar daqui. Mas logo percebi que faltavam as praias (mas dizem que existem algumas por aqui, embora diferentes do Brasil). E o nosso Sol brasileiro tb... O solo daqui eh rochoso, nao tem areia. Nao eh tao produtivo para plantar. Por isso, foi depois que descobriu o petroleo que esse pais ficou rico. A Noruega nao tem o solo riquissimo que temos no Brasil, mas teve a capacidade de se tornar o primeiro pais em Indice de Desenvolvimento Humano com o que encontrou, o petroleo. E o Pais soube usar isso com sabedoria e honestidade, por isso cresceu. - Eh incrivel como olhar para o mar na Noruega eh igualzinho a olhar para um globo ou mapa-mundi. Eh tudo azulzinho com pedacos de rocha no meio. Parece que estamos olhando a Terra de longe, o que me fez me sentir praticamente uma astronauta. Depois de vir para a Noruega, posso embarcar no prox. voo com o Marcos Cesar Pontes... - Ninguem eh perfeito, por isso, nos brasileiros, nao podemos perder nossa auto-estima. Cada pais eh muito especial, a sua maneira... PS: sem acentos, pois estou em teclado noruegues, ok? 
Escrito por Érika de Moraes às 17h15
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Norway 1
Liquimix in Norway!!! 
No domingo, 17 de maio, participamos das festividades do Dia Nacional da Noruega, em Bergen. Eh dificil descrever, fiquei admirada com o orgulho que o povo tem do pais (precisavamos ser mais assim...). Todo mundo usando trajes tipicos nas ruas! Entramos no desfile com bandeirinha norueguesa e tudo! Sao quatro parades (desfiles), as 7 da manha, ao meio dia e no fim da noite. Alias, com direito a Sol as 11 da noite!!! PS: Estou na Noruega participando de um intercambio patrocinado pela Fundacao Rotaria. Somos um grupo de quatro brasileiras (nao rotarianas) e um lider de grupo, que eh rotariano. Aguardem novidades...
Escrito por Érika de Moraes às 19h38
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Brasil
Brasil!!!!!!!!!! Da Folha de São Paulo (09 de abril de 2009): Senadores gastam média de R$ 6.000 mensais em celular Conta da Casa em 2008 foi de R$ 8,6 mi; congressistas não têm limite de uso O Senado gastou R$ 8,6 milhões com pagamento de contas de telefones celulares no ano passado, de acordo com dados do Siga Brasil (sistema de acompanhamento dos gastos de orçamento da Casa). Em média, o gasto por congressista foi de ao menos R$ 6.126 mensais, numa conta conservadora. (...) A Folha consultou as operadoras TIM e Vivo, que prestam serviço ao Senado, para saber quanto um cliente pessoa física pode falar ao celular gastando R$ 6.000 por mês. Pelo melhor plano, é possível usar o aparelho por 11 horas diárias por 30 dias em ligações no Distrito Federal. Naturalmente, o volume é apenas para fins de comparação, já que não faria sentido um senador só fazer ligações locais.” Etc. Etc. Quanto você, leitor, pode gastar por mês com seu celular? Quantos brasileiros dispõem de R$ 6.000,00 reais mensais para gastar com TUDO de que precisam (saúde, educação, alimentação, transporte, sonhos... será que sobra para os sonhos?)? Eu uso celular pré-pago. Até poderia usar um pós-pago e continuaria atenta a meus gastos, já que sou uma pessoa responsável e sei muito bem de onde vem o dinheiro que gasto (do meu trabalho). Só que os R$ 6.000,00 mensais gastos por estes senhores com celular também vêm do MEU trabalho (do meu e do seu, leitor, que já temos nossos impostos retidos na fonte). Para que economizar com celular quando a conta é paga pelo Estado (entenda-se POVO), não é mesmo? Simples assim: o cargo oferece um salário de R$ 16.500,00 livres (mais “auxílios” e mais até R$ 15.000 de verba extra). Celular, transporte, viagens, etc. são pagos pelo “Estado”, já que, oras, eles usam o dinheiro para trabalhar por nós! Do nosso dinheiro, uma parte vai para os altos salários de políticos e seus assessores, outra parte vai para os mensalões e mensalinhos. Com o que sobra, tenta-se fazer algo pela saúde, educação, etc. Como sobra pouco, os serviços que deveriam ser dignamente prestados à população deixam a desejar (para usar uma expressão bem leve e não levar esse texto para o tom que o tema é capaz de suscitar). Como tais serviços “deixam a desejar”, quem pode (ou dá um jeito) paga à iniciativa privada pelos serviços que deveriam fazer parte do pacote de impostos. Poderia indagar: como fazer para que nossos governantes entendam que o dinheiro que gastam não é deles, mas nosso? Mas a pergunta já traz a resposta: justamente porque a fonte é externa que não se mensura, gasta-se à vontade, como se a fonte fosse inesgotável. A lógica é: “não sairá do meu salário, logo posso gastar à vontade”. “Se vou pagar a conta, um cafezinho com pão de queijo está ótimo; se a conta é terceirizada, vou de lagosta”. Oh, dirão: estas ligações são para negociações importantes para nosso país. E blá, blá, blá. A vantagem de viver num país democrático é que ao menos posso expressar minha humilde indignação neste blog. Mas sou realmente livre? Gosto mais de escrever sobre filmes e outras coisas bonitas. Porém, na “democracia” em que vivemos, nem a inspiração é tão livre. Pobre de quem morreu durante a ditadura por ESTE país. Ditadura, e não “ditabranda”. Veja bem, ninguém é perfeito: a Folha erra com o uso de uma expressão como “ditabranda”, mas cumpre seu papel ao escancarar para a sociedade os gastos de nossos governantes. Só viveremos numa democracia verdadeira se, algum dia, governantes entenderem que nos representam para nos servir, e não para nos sugar. Algum dia?
Escrito por Érika de Moraes às 17h57
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Museu da Aviação
Flying 
Visita ao Museu Asas de um Sonho em São Carlos, em 2007. Apaixonei-me por este avião! Quando visitei o Museu da Aviação em São Carlos, em 2007, apaixonei-me por esta aeronave da foto. Foi a primeira projetada e construída por uma mulher, num tempo em que se pensava que os talentos do sexo feminino se resumiam à culinária e aos cuidados com o lar. Este modelo foi produzido em 1939 e importado pelo Brasil. Voou pouco: seu proprietário Joaquim Bicudo Ferraz solicitou o cancelamento da matrícula, por temer eventual requisição pelo governo para uso militar, em plena Segunda Guerra Mundial. O avião permaneceu desmontado por mais de 40 anos, até ser encontrado em um hangar em Itu, SP, quando foi incorporado ao museu – curiosamente, em troca de uma motocicleta (há outras histórias pitorescas no acervo). A história desse avião, por um lado, confirma o estereótipo da criatividade e jogo de cintura femininos (a mulher, com poucos ingredientes, economiza e ainda faz um belo almoço...), já que ele antecipou um conceito de vendas de produto para montar (no estilo kit “faça você mesmo”). Por outro, deixa claro que a inteligência feminina sempre foi muito além. Este American Flea Ship é o único exemplar do modelo na América Latina e, talvez, o único do mundo em condições de voo. No museu, encontram-se as principais informações sobre a história de cada uma dessas aeronaves. No entanto, ao visitar o acervo, senti falta de um dado fundamental: o nome da inventora! O monitor não soube me dizer, mas passou-me o contato do responsável pelo museu (que por ele tem carinho especial, aliás). O Sr. João Amaro gentilmente me atendeu, repassando minha pergunta ao historiador Ian Comber. Fica minha sugestão: é muito válido acrescentar, na placa da aeronave, o nome da mulher que a projetou! Ou das mulheres envolvidas, já que, segundo o historiador Ian, a aeronave foi projetada pela americana Cassel de Hibbs, mas seu projeto em forma de kit parece ter sido de autoria de outra mulher, Lillian Holden. Detalhes que tornarão a história mais precisa e cuidadosa, valorizando a memória dessas figuras femininas. O historiador pontuou ainda que há no museu outra aeronave que teve intensa participação feminina em seu projeto: o Miles Hawk M2H. Seu nome era Blossom Miles. Juntamente com o marido, George Miles, ela foi responsável pelo principal projeto do casal (um modelo avançado para a década de 1930), além de seu piloto de teste, tendo feito todos os ensaios de voo. Essa aeronave foi, mais tarde, responsável por um dos principais treinadores primários da Royal Air Force, Miles Magister. A fábrica da Miles na Inglaterra é considerada uma grande pioneira da aviação. Para quem pensa que mulher deve saber fazer “pelo menos uma macarronada”... Em homenagem (atrasada) ao Dia Internacional da Mulher. 
Réplica do 14 Bis de Santos Dummond. Atualmente fechado para uma grande reforma, o Museu merece ser visitado quando reinaugurado! (Escrevo sem patrocínio da Tam, rss...)
Escrito por Érika de Moraes às 17h46
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Revolutionary Road
Foi apenas um sonho e algo mais... 
Kate e Leo não vieram apenas para serem os mocinhos. Merecidamente, ela leva o Oscar por The Reader. Poderia também ser por Revolutionary Road. Em 1998, a química entre Kate Winslet e Leonardo DiCaprio rendeu um encanto especial às telas de cinema. Foram 11 Oscars para Titanic, visto e revisto incansavelmente pelos fãs apaixonados (eu fazia parte desse grupo). Num curso de extensão em antropologia, na Unesp, redigi um trabalho (com seriedade, juro) sobre o “fenômeno Leo DiCaprio”. Eu só queria pensar no filme, muito mais no romance do que no navio que naufragava. Pensar nas emoções, intenções e intensidades, entender as metáforas. Queria viver o filme, mas sem naufragar. Atire a primeira pedra quem nunca desejou o melhor dos lados. Assistir a Revolutionary Road, inevitavelmente, traz um revival de Titanic. E, de repente, uma indagação sombria: se Jack sobrevivesse, teriam ele e Rose se tornado um típico casal americano ao modo de Frank e April Wheeler? Não, acho que não. J&R tinham o brilho e o fogo de viver que os Wheeler almejavam. Era isso que faltava ao segundo casal. Nas palavras de James Cameron, “the kind of love we all dream about, but seldom find”. Raramente. Será que, como em Revolutionary Road, só os loucos (ou os muito corajosos) podem ou conseguem dizer a verdade? Talvez. (o velho princípio de que loucura e responsabilidade são incompatíveis, lembraria Foucault - ver A Evolução da Noção de “Indivíduo Perigoso”) April tentou gritar. Frank tentou ouvir. É tão triste que não tenham conseguido. Ressalvados todos os defeitos de ambos, acho que se amavam. Love, not hate (love and hate?). Mas sem entendimento. Compreendo-a. Não disse que a isento ou aprovo, apenas compreendo-a. Eu teria lutado com mais forças pelo amor e pela vida, mas o que mais poderia uma mulher na década de 1950? Acho que ela desistiu quando ouviu dele que poderia buscar ajuda terapêutica para curar o vazio. Também o compreendo. Ele só queria cumprir o que supunha ser seu dever. Quem consegue conforma-se. Quem não se conforma rebela-se, vai a extremos: sofre ou persevera (ou as duas coisas, alternadamente). Acredito verdadeiramente que valha a pena viver e lutar. Ninguém está dizendo que é fácil. O papel de parede amarelo. Lembrei-me desse conto que tão bem descreve a que ponto pode chegar a incompreendida emoção feminina. The Yellow Wallpaper, de Charlotte Perkins Gilman, tido como um dos precursores da literatura feminista americana. Uma das aulas mais marcantes da professora Valéria Biondo no meu curso de Letras! Triste a vida da mulher que tem suas emoções tolhidas. Se tudo é proibido, se tudo é impedido, só resta a obsessão pela única cor que se tem à frente. A cor ganha cheiro, ritmo, vida. Porque todas as outras cores lhe foram negadas.
Mesmo diante de um iceberg... If you are here, there’s nothing I fear!  But if you are far... or if you don’t understand... Tudo é “vazio e sem esperança”.
Escrito por Érika de Moraes às 22h19
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presentinho

Ganhei este selinho da Sue Ellen, do blog http://sueellencruz.blogspot.com, uma colega de IEL e de blog que, como eu, é apaixonada pela arte das palavras. Obrigada, Sue! Eu vou “seguir as regras”, mas me permite uma licença poética? A licença vai no “P.S. da Érika”. Aí vão as regras... 1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” Que vc acabou de ganhar!!! 2- Poste o link do blog que te indicou. (muito importante!!!) 3- Indique 10 blogs de sua preferência; 4- Avise seus indicados; 5- Publique as regras; 6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras; 7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B! Os blogs indicados são: 1) http://blogtodateen.blog.uol.com.br (da revista em que curti trabalhar! Será que a Teena vai ter um tempinho de repassar a brincadeira?) 2) http://cubomagicoblog.wordpress.com (do jornalista e ex-aluno Lucas) 3) http://jeanportela.blogspot.com (do Jean, amigo professor) 4) http://danilobressan.blogspot.com (do amigo designer que também reflete com palavras) 5) http://pollyanabarbarella.blogspot.com (da Vi, também jornalista e ex-aluna) 6) http://www.barbarafadinha.blogspot.com (da menina Bárbara! A mamãe dela é jornalista e também tem um blog maneiro, mas vou deixar a fadinha mandar o selinho pra mamãe.) 7) http://afaladabola.blogspot.com (BH aborda o futebol) 8) http://fernandamoraes.blog.terra.com.br (de uma amiga jornalista) 9) http://monicajovem.wordpress.com (da filha de um colega, que começou cedo a brincar sério com a linguagem) 10) http://josemaranascimento.blogspot.com (o blog da Jô é diferente. Ela é uma designer supertalentosa e divulga lá umas coisinhas lindas que sabe fazer) (P.S. da Érika) Licença Poética: mais do que pelo “repasse”, este post vai em agradecimento ao presentinho da Sue Ellen e aproveito para divulgar esses blogs maneiros.
Escrito por Érika de Moraes às 11h03
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Fortaleza Digital
Fortaleza Digital Um dia, eu cismei que queria ter os poderes de Trinity. Meu amigo Danilo disse que, se eu gostei de Matrix, iria gostar de Fortaleza Digital. Então, eu li. Entre aulas, estudos, trabalhos e afins, fui lendo nos intervalos. Como é gostoso aquele tipo de leitura que faz você querer voltar logo ao livro para saber o que vai acontecer! Não sei como Hollywood ainda não descobriu o Fortaleza Digital. Renderia ótimas cenas de ação. E romance, claro (o que o cinema, evidentemente, exploraria). Nos dois casos (Matrix e Fortaleza), há algumas facilitações. Algumas, no livro de Dan Brown, incomodaram-me bastante. Fui corretora de vestibular por vários anos e, seguindo os critérios de correção de redação, seria obrigada a tirar pontos de coerência do autor por algumas passagens. Tá, o cara escreveu um livro grande e eu nasci com o gene “cri-cri”. Mas sabe quando o vilão acerta a bala em todo mundo menos no mocinho? Ou, ainda, quando você precisa encontrar uma garota punk de cabelos azuis e vermelhos numa grande cidade e, num passe de mágica, depara-se com uma loirinha que acabara de tingir os cabelos (e, claro, era a punk...). Etc. Tão fácil assim, só na ficção. Às vezes, o autor conseguiu me surpreender. Outras, adivinhei rapidinho aonde ele ia chegar. Mas, o tempo todo, a leitura me prendeu. Que Fortaleza Digital daria um bom filme, isso daria! David poderia ser interpretado por Keanu Reeves e Susan, por Carrie-Anne Moss, para repetir a dupla de Matrix. Também poderia ser Sandra Bullock. Ou Keira Knightley (apesar de jovem para o papel, mas ficaria bem). Opcionalmente, Tom Cruise serviria para o papel de David (com aquela cara de espanto de Guerra dos Mundos). John C. Reilly (O Aviador) ficaria bem como Stratmore. Eu escalaria Hugh Grant para Hale – ele ganha o papel por sua capacidade de despertar amor, ódio ou as duas coisas juntas (como em O diário de Bridget Jones). E Elijah Wood (O Frodo de O Senhor dos Anéis) para o papel do pobre jovem Phil Chartrukian, técnico de segurança. Pronto, já posso ser cineasta, rs... Tenho roteiro e atores. A ficção faz a gente sonhar: queria ter os poderes de Trinity!!! Érika.

Fortaleza Digital De Dan Brown, autor de O Código Da Vinci (que eu ainda não li.) Dan Bressan, valeu a dica, amigão!!!
Escrito por Érika de Moraes às 18h26
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Vírgula, e...
Vírgula, e... Um amigo me perguntou quando se usava vírgula antes de “e”. Pergunta boa, mostra que ele desconfia das generalizações do tipo “nunca use vírgula antes de e”. Vírgula não é sinônimo de pausa, mas, como numa melodia, o “compasso” da frase pode abrir a possibilidade para uma vírgula optativa. Outras vezes, a pausa parece ser uma certeza, mas alguma regra de norma padrão barra o uso da vírgula (ex. entre sujeito e predicado). Quanto ao “e”, várias possibilidades podem surgir conforme a produção textual. Rascunhei uma delas para o meu amigo, do jeito que me veio à cabeça: Aquela praia me fazia relembrar a infância, cujo gosto era de morangos frescos, e me obrigava a recordar o olhar severo de minha avó. Nesse caso, a vírgula que precede o “e” é exigida por uma oração intercalada. A “informação” principal do período é: “Aquela praia me fazia relembrar a infância e me obrigava a recordar o olhar severo de minha avó” (duas aditivas, na classificação tradicional). No meio, uma outra frase “qualifica” a infância (cujo gosto era de morangos frescos = o gosto da infância era de morangos frescos), por isso fica intercalada (entre vírgulas). Este é apenas um dos casos de “e” precedido por vírgula que a escrita pode gerar. É bem mais legal ver isso na linguagem em funcionamento (o meu exemplo aqui é artificial). Fica a dica: é bom desconfiar das regras que soam muito categóricas. PS: não conheci praia na infância (só mais tarde), não tive uma avó severa e já era adolescente quando aprendi a apreciar o sabor azedinho do morango. A escrita tem sua realidade própria. Por isso, adoro literatura. !!! Novo visitante: conheça os posts antigos do Liquimix clicando no "calendário"
Escrito por Érika de Moraes às 18h05
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O Curioso Caso de Benjamin Button
Curioso...

Brad Pitt e Cate Blanchett estrelam o longa dirigido por David Fincher
Uma metáfora sobre o tempo, os desencontros, as mazelas humanas ("todos terminamos de fraldas"). Nascer e envelhecer é triste. Desenvelhecer, além de triste, é atípico, causa estranhamento. Carrega-se o fardo dos diferentes. Mas igual, quem é?
Tudo é efêmero, tal qual sucesso de bailarina. Parábola entremeada por fatos históricos. Como em Forrest Gump, a diferença traz um quê de inocência.
Escrito por Érika de Moraes às 15h52
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Cinema: A Walk in the Clouds
Las Nubes

Cena de A walk in the Clouds, 1995
Ao lado da racionalidade, sempre tive um lado romântico. A primeira vez que assisti a Caminhando nas Nuvens, amei. O filme e o Keanu. Gostei de tudo, do cavalheirismo, do amor incondicional, das plantações de uva, do humor bem dosado, da bela fotografia. Só não gostei de uma coisa: do incêndio. Eu queria tudo perfeito, sem tragédias. Hoje, assistindo ao DVD, tive uma outra visão. Tá vendo como a maturidade traz novas perspectivas? O incêndio era necessário. E, além do mais, foi menos um símbolo de tragédia do que de recomeço. E salvou o orgulho do menino órfão de raízes, que, a partir de então, poderia ajudar a reconstruir Las Nubes com seus próprios braços. Nisso, eu não mudei: ainda gosto de pensar que a história continua depois que o filme acaba.
Ontem, Ronaldo e eu vimos O dia em que a Terra parou. Depois, brinquei com meu amore que eu tinha visto um ET e ele me disse: “não era um ET, era um plantador de uvas!”.
Se as histórias continuam depois que o filme termina, será que Paul está feliz para sempre ao lado de Victoria, Neo está com Trinity ou Klaatu voltou para o espaço?
Érika M.
Escrito por Érika de Moraes às 16h46
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Sinceridade
Pra ser sincera...
"... eu não espero de você mais do que educação; beijo sem paixão; crime sem castigo, aperto de mãos" (Engenheiros do Hawaii, composição de Humberto Gessinger e Augusto Licks)
Às vezes, ao falar ou escrever, quando me vem o ímpeto de usar a expressão "pra ser sincera", lembro-me de um comentário que faz pairar um fantasma.
Walter Longo, conselheiro de Roberto Justus no programa O Aprendiz, da Record (acho que foi em O Aprendiz 5 - O sócio) criticou um dos candidatos demitidos na temida sala de reunião devido ao uso da expressão "sendo sincero" ou variantes como "posso ser sincero?". O conselheiro disse algo mais ou menos como: "olha, quando você diz isso, dá impressão que não está sendo sincero nos outros momentos".
Crítica justa? Não sei. Não me lembro do contexto todo, tampouco sei que grau de credibilidade o candidato em questão (de cujo nome também não me lembro) inspirava. Evidentemente, critérios subjetivos fazem parte da avaliação sobre se uma pessoa é verdadeira, autêntica, etc. Trata-se também de uma questão de ethos: a imagem que se constrói de si, podendo ou não corresponder à realidade.
Mas o que me intrigou, desde que ouvi tal comentário, foi o seguinte: a acusação tem uma força de verdade respaldada na lógica: se, às vezes, preciso dizer que sou sincera, logo é possível (provável?) que, outras vezes, eu não esteja sendo (tão) sincera. Discordo, mas é aparentemente difícil contrapor um argumento "lógico", não é?
Pois bem. Os estudos de Análise do Discurso (linha francesa) levaram à constatação de que os sentidos não estão nas palavras, não se originam nelas, mas se constroem conforme postos em circulação. Assim, uma palavra ou expressão pode significar coisas muito diferentes, dadas as variadas circunstâncias.
O que isso tem a ver com a sinceridade? Uma expressão como "pra ser sincero", nas circunstâncias em que é utilizada, não costuma significar "neste momento, estou sendo o contrário de falso". Essa interpretação só funcionaria se as línguas permitissem, apenas, um suposto sentido literal. Ocorre que o uso enfático de "ser sincero" parece significar muito menos "não ser falso" do que "ser enfaticamente sincero", menos político ou diplomático, mais realista. Em tempos em que se cobram atitudes politicamente corretas, muitas vezes, ser autêntico (demais) é um problema.
Quem encara ser "bem sincero" o tempo todo, no dia-a-dia? As relações sobreviveriam? Nesse sentido, o "ser sincero" se torna algo mais raro, mas não significa que o "ser falso" seja o estado "normal" das coisas. Trata-se de uma forma de enfatizar: "estou abrindo mão se ser politicamente correto, diplomático, ainda que eu seja criticado por isso".
É claro, se o "ser sincero" entra com exagero na fala de alguém (pode ter sido o caso do tal participante repreendido na sala de reunião do Roberto Justus), torna-se um cacoete.
Espero que o exemplo sirva de estímulo para, sempre que necessário, duvidarmos da aparente facilidade da lógica. Ou, pelo menos, suspeitarmos de que a realidade pode ser muito mais complexa. Procure a palavra "sincero" no dicionário, verá que sua definição não dá conta de todos os problemas que ela coloca.
Érika de Moraes
Escrito por Érika de Moraes às 11h43
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